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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
A TEORIA DO BIG BANG
A busca pela compreensão sobre como foi desencadeado o processo que originou o universo atual, proporcionou – e ainda proporciona – vários debates, pesquisas e teorias que possam explicar tal fenômeno. É um tema que desperta grande curiosidade dos humanos desde os tempos mais remotos e gera grandes polêmicas, envolvendo conceitos religiosos, filosóficos e científicos.
Até o momento, a explicação mais aceita sobre a origem do universo entre a comunidade cientifica é baseada na teoria da Grande Explosão, em inglês, Big Bang. Ela apoia-se, em parte, na teoria da relatividade do físico Albert Einstein (1879-1955) e nos estudos dos astrônomos Edwin Hubble (1889-1953) e Milton Humason (1891-1972), os quais demonstraram que o universo não é estático e se encontra em constante expansão, ou seja, as galáxias estão se afastando umas das outras. Portanto, no passado elas deveriam estar mais próximas que hoje, e, até mesmo, formando um único ponto.
A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado estadunidense, George Gamow (1904-1968) e o padre e astrônomo belga Georges Lemaître (1894-1966). Segundo eles, o universo teria surgido após uma grande explosão cósmica, entre 10 e 20 bilhões de anos atrás. O termo explosão refere-se a uma grande liberação de energia, criando o espaço-tempo.
Até então, havia uma mistura de partículas subatômicas (qharks, elétrons, neutrinos e suas partículas) que se moviam em todos os sentidos com velocidades próximas à da luz. As primeiras partículas pesadas, prótons e nêutrons, associaram-se para formarem os núcleos de átomos leves, como hidrogênio, hélio e lítio, que estão entre os principais elementos químicos do universo.
Ao expandir-se, o universo também se resfriou, passando da cor violeta à amarela, depois laranja e vermelha. Cerca de 1 milhão de anos após o instante inicial, a matéria e a radiação luminosa se separaram e o Universo tornou-se transparente: com a união dos elétrons aos núcleos atômicos, a luz pode caminhar livremente. Cerca de 1 bilhão de anos depois do Big Bang, os elementos químicos começaram a se unir dando origem às galáxias.
Essa é a explicação sistemática da origem do universo, conforme a teoria do Big Bang. Aceita pela maioria dos cientistas, entretanto, muito contestada por alguns pesquisadores. Portanto, a origem do universo é um tema que gera muitas opiniões divergentes, sendo necessária uma análise crítica de cada vertente que possa explicar esse acontecimento.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
TIRANDO DÚVIDAS
Porque as estrelas brilham?
As estrelas são sois que ardem como o nosso e que, como ele, produzem calor e luz. Mas, como estão muito longe, muito mais que o nosso Sol, parecem-nos muito pequenas, como se fossem luzinhas.
Porque não brilham as estrelas de dia?
Há sempre estrelas no céu, mas não as vemos porque a luz do Sol é mais forte que a delas e as estrelas são menos brilhantes que ele.
Porque não há Sol de noite?
Porque então seria dia!
A Terra gira à volta dela como um enorme pião. O Sol só ilumina uma parte da Terra de cada vez. Nessa parte é dia, na outra é noite.
O Sol vê-se de todos os continentes?
Sim. O Sol vê-se de todos os continentes, mas não no mesmo momento. A Terra ao mesmo tempo que gira como um pião, roda também em redor do Sol. Cada continente tem a sua vez de, na devida altura, mergulhar na noite.
Porque usamos óculos quando está Sol?
Entre os raios que compõem a luz do Sol, os raios ultravioletas são os mais perigosos, pois provocam insolações e poderiam ferir a retina se os vidros coloridos não os impedissem de passar.
Porque não é a Lua sempre redonda?
Quando se vê a Lua é porque está iluminada pela luz do Sol. Mas às vezes o Sol, conforme o seu no céu apenas ilumina uma parte da Lua. O resto fica na simbra dando a impressão de que a Lua não é redonda.
Porque não se vê a Lua em certas noites?
Ela está no céu, mas não a vemos quando ela nos mostra a sua parte que está na sombra e não a parte que está iluminada. È também possível que uma cortina de nuvens a esconda da nossa vista ou que só apareça de madrugada.
Porque anda a Lua ao mesmo tempo que nós?
A Lua não anda ao mesmo tempo que nós, não nos acompanha. Vemo-la sempre quando nos deslocamos, pois ela está muito longe e muito alto e também porque é muito grande.
Porque são sete os dias da semana?
A Lua gira em torno da Terra mais ou menos vinte e oito dias, e durante esse período de tempo ela apresenta quatro aspectos diferentes: Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante. Dividindo-se vinte e oito por quatro, obtêm-se sete dias… ou uma semana.
Porque tem o ano doze meses?
É preciso um ano para que a Terra complete a sua rotação à volta do Sol. Durante esse tempo a Lua descreve doze rotações em torno da Terra. O mês corresponde aproximadamente à duração de cada uma dessas rotações. O calendário foi estabelecido segundo isso.
Porque há marés?
Quando o Sol ou a Lua estão por cima do mar, atraem a água para eles fazendo-o subir. Mas, como a Terra gira, o mar, quando os astro já não estão por cima dele volta a descer… e a maré fica baixa.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011
PLANETAS ANÕES DO SISTEMA SOLAR

O Sistema Solar é constituido por vários planetas anões:
Plutão, Éris e Ceres. (os primeiros a ser classificados como tal).
Makemake (formalmente designado em Julho de 2008, pela União Astronómica Internacional)
Haumea (confirmado como planeta anão a partir de 18 de Setembro de 2008).
PLUTÃO
Até 2006, Plutão foi considerado um planeta principal do Sistema Solar, mas a descoberta recente de vários corpos de tamanho semelhante e, em alguns casos, maiores, no Cinturão de Kuiper, fez com que a União Astronómica Internacional (U.A.I.) decidisse, em 24 de Agosto de 2006, considerá-lo um planeta anão, juntamente com Éris e Ceres, o maior dos asteróides. Plutão é agora visto como o primeiro de uma categoria de objectos trans-neptunianos e foi-lhe atribuído o número 1340340 no catálogo de planetas menores.
A descoberta do seu satélite Caronte, em 1978, permitiu a determinação da massa do sistema Plutão-Caronte, por meio da simples aplicação da fórmula newtoniana da 3.ª lei de Kepler. O diâmetro de Plutão foi finalmente calculado, sendo equivalente a menos de 0,2 do da Lua. As características físicas de Plutão são, em grande parte, desconhecidas, porque ainda não recebeu a visita de uma nave espacial e a distância a que se encontra da Terra dificulta investigações mais detalhadas. Actualmente a sonda da NASA "New Horizons" (a mais veloz até hoje construída pelo homem) dirige-se para Plutão, cuja atmosfera vai investigar em 2015.
ÉRIS
É conhecido oficialmente como 136199 Eris, é um planeta anão nos confins do sistema solar, numa região do sistema solar conhecida como disco disperso. É o maior planeta-anão do sistema solar e quando foi descoberto, ficou desde logo informalmente conhecido como o "décimo planeta", devido a ser maior que o então planeta Plutão.
Éris tem um período orbital de cerca de 560 anos e encontra-se a cerca de 97 Unidades Astronómicas (UA) do Sol (uma UA equivale a cerca de 150 milhões de quilómetros), em seu afélio. Como Plutão, a sua órbita é bastante excêntrica, e leva o planeta a uma distância de apenas 35 UA do Sol no seu periélio (a distância de Plutão ao Sol varia entre 29 e 49,5 UA, enquanto que a órbita de Neptuno fica por cerca de 30 UA).
CERES
É um planeta anão que se encontra na cintura de asteróides, entre Marte e Júpiter. Tem um diâmetro de cerca de 950 km e é o corpo mais maciço que se encontra nessa região do sistema solar, contendo cerca de um terço da massa total da cintura de asteróides.
Apesar de ser um corpo celeste relativamente próximo do nosso planeta, pouco se sabe sobre Ceres.
A sua classificação mudou mais de que uma vez: na altura em que foi descoberto foi considerado como um planeta, mas após a descoberta de corpos celestes semelhantes na mesma área do sistema solar, levou a que fosse reclassificado como um asteróide por mais de 150 anos.
No início do século XXI, novas observações mostraram que Ceres é um planeta embrionário com estrutura e composição muito diferentes das dos asteróides comuns e que permaneceu intacto provavelmente desde a sua formação, há mais de 4 600 milhões de anos. Pouco tempo depois, foi reclassificado como planeta anão. Pensava-se, também, que Ceres fosse o corpo principal da "família Ceres de asteróides". Contudo, Ceres mostrou-se pouco aparentado com o seu próprio grupo, inclusive em termos físicos. A esse grupo é agora dado o nome de "família Gefion de asteróides".
HAUMEA
Haumea, antes conhecido astronomicamente como 2003 EL61, é um planeta anão do tipo plutóide, localizado a 43,3 UA do Sol, ou seja um pouco mais de 43 vezes a distância da Terra ao Sol, em pleno Cinturão de Kuiper. Haumea possui dois pequenos satélites naturais, Hi?iaka e Namaka, que, acredita-se, sejam destroços que se separaram de Haumea devido a uma antiga colisão. Haumea é um plutóide com características pouco comuns, tais como a sua rápida rotação, elongação extrema e albedo elevado devido a gelo de água cristalina na superfície. Pensa-se, também, tratar-se do maior membro de uma família de destroços criados num único evento destrutivo.
Apesar de ter sido descoberto em dezembro de 2004, só em 18 de setembro de 2008 é que se confirmou tratar-se de um planeta anão, recebendo então o nome da deusa havaiana do nascimento e fertilidade.
MAKEMAKE
Makemake é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar e um dos maiores corpos do Cinturão de Kuiper. O seu diâmetro é de cerca de três-quartos do de Plutão. Não possui satélites conhecidos, o que o torna singular entre os corpos maiores do Cinturão. A sua superfície é coberta por gelo de metano e, possivelmente, de etano, devido à baixíssima temperatura média (cerca de 240 ºC negativos).
De início conhecido como 2005 FY9 (e antes disso, provisoriamente, como "coelhinho da Páscoa"), Makemake foi descoberto em 31 de Março de 2005 por uma equipa chefiada por Michael Brown. O facto foi anunciado em 29 de Julho de 2005. Posteriormente, a 11 de Junho de 2008, a União Astronómica Internacional (UAI) incluiu-o em sua lista de candidatos potenciais ao status de plutóide, uma denominação para planetas anões além da órbita de Neptuno que incluía então apenas Plutão e Éris. Makemake foi formalmente designado um plutóide em Julho de 2008.
Makemake recebeu o nome do criador mítico da humanidade segundo os rapanui, nativos da ilha de Páscoa.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
CANTO DE SOBREVIVÊNCIA
Duas propriedades rurais particulares no norte da Bahia se converteram em reservas de proteção. Nelas, reside a ave ameaçada de extinção olho-de-fogo-rendado, que serviu de espécie-bandeira para criação das unidades.
De olhos cor de fogo, dorso branco (só os machos) e canto suave, o pássaro Pyriglena atra vive em uma estreita faixa ao norte do rio Paraguaçu, na Bahia e em Sergipe, em remanescentes de mata atlântica. Ameaçado de extinção, o olho-de-fogo-rendado, como é popularmente conhecido o pássaro, acaba de ser presenteado com duas unidades de conservação, criadas em prol de sua sobrevivência na mata.
A iniciativa é fruto de uma longa história. Lá se vão 17 anos de contato com a espécie, dos quais oito foram dedicados ao estudo da ave e seu status de conservação. À frente da empreitada estão pesquisadores das organizações não-governamentais Instituto Amuirandê e Associação Baiana para Conservação de Recursos Naturais , que também atuam na sensibilização da população local e no estímulo à criação de reservas em propriedades particulares.
Pequenos proprietários de terra, como o baiano Eliomar Montenegro, já se mostravam dispostos a preservar sua área de mata. Há 11 anos, ele adquiriu um pedacinho de terra em São Sebastião do Passé (Bahia) com intenção de ajudar a manter a floresta em pé. Na época, nem imaginava que o olho-de-fogo-rendado residia ali.
Agora esses trechos só poderão ser utilizados para o desenvolvimento de pesquisas científicas e atividades turísticas e educacionais
Depois de muitos esforços, em maio deste ano, a propriedade de Montenegro e mais uma no entorno foram decretadas Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente.
Na prática, isso significa que agora esses trechos da mata – mantidos em domínio privado – só poderão ser utilizados para o desenvolvimento de pesquisas científicas e atividades turísticas e educacionais.
A reserva de Montenegro, batizada justamente de olho-de-fogo-rendado, abrange uma área de 103 hectares. A outra tem 13 hectares e recebeu o nome RPPN Curió, em homenagem a outra ave da região.
PASSARO ENCURRALADO
O olho-de-fogo-rendado tem um comportamento incomum: segue grupos de formigas-de-correição – espécies carnívoras que podem formar frentes de 15 metros de largura. O tapete de insetos se estende por centenas de metros na mata e a ave tira proveito dos pequenos animais que pulam e tentam escapar do ataque, como gafanhotos, besouros e grilos.
Segundo o biólogo Sidnei Sampaio, coordenador e executor do projeto para preservação da ave, de cada dez observações de Pyriglena atra, seis a sete são em concomitância com as formigas. Como há poucas colônias de formigas ativas por quilômetro quadrado, os pássaros necessitam de grandes extensões de floresta para sobreviver. Com a progressiva degradação da mata, portanto, correm risco de desaparecer.
“A pyriglena é uma espécie-bandeira, carismática e ameaçada de extinção, por isso serviu de mote para a criação das RPPNs”, diz o biólogo. “Mas uma espécie não vive sozinha e as unidades irão preservar outras espécies que também dependem dessas áreas, assim como a interação entre elas.”
EM NOME DA FLORESTA
“Quando vim de Camaçari (Bahia) na década de 1970, ainda tinha muita área de mata e era muito agradável andar por aqui”, conta Montenegro, proprietário de uma das reservas. Ao presenciar as mudanças drásticas que ocorreram nas paisagens da mata atlântica – que abrange entre 11% e 16% de sua distribuição original –, o baiano sentiu pulsar sua veia ambientalista e decidiu tomar partido em nome da floresta.
“Muitos dizem que sou louco por manter a mata inteira”, afirma. “A maioria quer utilizar todo e qualquer metro de terra para plantar ou criar gado.” Mas mesmo para quem quer agir em defesa da mata não é fácil. Para formalizar uma RPPN, é preciso de documentação específica e georreferenciamento da propriedade, o que envolve custos. No caso de Montenegro, quem arcou com a parte financeira do trâmite foi o programa Aliança para Conservação da Mata Atlântica, da ONG Conservação Internacional.
Montenegro faz planos para tornar sua terra rentável com atividades sustentáveis, como educação ambiental e criação de um sistema agroflorestal em parte dos 47 hectares de sua propriedade que não viraram RPPN. “Enquanto a preservação do ambiente não gerar atividades econômicas, vamos ficar só no romantismo”, arremata.
OUÇA O CANTO DO PÁSSARO EM:
http://soundcloud.com/cienciahoje/cantopassaroolhodefogorendado
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PORQUE SENTIMOS CALAFRIOS AO OUVIR DETERMINADOS SONS AGUDOS ?
Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras que ali chegam.
A parte mais próxima ao exterior está ligada à audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por sons graves.
As células que compõem a parte inicial são mais delicadas e frágeis – razão por que, ao envelhecermos, perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Assim, quando frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório.
Quando frequências muito agudas chegam à parte inicial da membrana da cóclea, as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório
Isso, em parte, explica nossa aversão a determinados sons agudos, mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou uma sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas agudas.
Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão tem um número limitado e pequeno de frequências – formando um som mais ‘limpo’. Já no espectro de som proveniente de unhas arranhando um quadro-negro – ou do atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar –, há um número infinito delas.
Assim, as células vibram de acordo com muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com maior facilidade. Daí a sensação de aversão a esses sons agudos e ‘crus’.
domingo, 24 de julho de 2011
O BIG BANG DE JOÃO MAGUEIJO {DISCOVERY CHANNEL}
(PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO VOCÊ PODE AUMENTAR O VÍDEO)
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